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COBRA MOTORSPORT |
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R. Waldemar Cordeiro, 152 -
Colinhas da Anhanguera -
Santana de Parnaíba - SP -
CEP:06537-190 |
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Porque não utilizar chassis de Landau para construir o seu COBRA? |
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Aparentemente, essa é a melhor e mais barata maneira de construir seu tão sonhado COBRA; compra-se um Ford Landau por um pequeno preço, encurta-se o chassis em 663 milimetros, com algum tipo de processo de solda, adapta-se assoalho, coluna de direção, pedaleiras e outras partes do referido carro, pincela-se tudo com um bom acabamento e num "passe de mágica" tem-se um "COBRA"! Mas isso pode se transformar em um verdadeiro pesadêlo para quem tanto sonhou em ter um carro assim. Senão vejamos: Observe a figura abaixo gerada em um programa de desenho tipo AUTOCAD: |
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As linhas escuras
representam a trajetória das rodas no projeto original. Observe como todas
as rodas seguem o ponto inicial ( centro de giragem) onde nascem os raios de
curva. Embora cada roda tenha seu raio diferenciado, as trajetórias devem
ser concêntricas. As linhas em amarelo representam o centro de giragem
modificado, determinado pelo eixo traseiro ou dianteiro em nova posição (
entre eixos diminuído). Note a enorme confusão de trajetórias gerada! É isso
mesmo! Cada roda do eixo dianteiro segue uma trajetória diferente e o eixo
traseiro segue outra bem diferente das dianteiras! É claro que o carro
executa no final uma trajetória em curva mas, é pela resultante vetorial de
todos os escorregamentos dos quatro pneus! Perceba também que o eixo
traseiro segue um raio bem maior que o raio seguido pelas rodas dianteiras.
Isso empurra o eixo traseiro para fora da trajetória do chassis, numa
tangente do raio de curva original. É por esse motivo que todos os "COBRAS"
feitos de chassis de Landau tem uma saída descontrolada de dianteira até o
quadrante de 180 graus e daí por diante, uma incontrolável saída de
traseira! E isso piora na proporção direta da diminuição do raio de curva e
é multiplicado pelo aumento de potência do motor ! Em retas o efeito é pouco
notado mas, quando se necessita de qualquer nível de esterço essa grave
deficiência geométrica aparece. Isso gera o efeito "bug" em que o carro anda
em zigue-zague o tempo todo e sai de traseira a menor aceleração. Existe
ainda a torção descontrolada porque o chassis foi desenhado para ser montado
e fixado numa carroceria monobloco ( como numa F-1000), via coxins de
borracha, o pêso excessivo final ( de 950 a 1200 Kgs), impossibilidade de
valores de setagem de suspensão ideais devido ao projeto direcionado do
Landau ( veículo confortável de passeio, não de competição), péssima
resposta cíclica da suspensão dianteira e traseira devido ao altíssimo pêso
não suspenso ( 38 e 22 ciclos por minuto respectivamente - típico para um
veículo rápido: 150 a 220 ciclos por minuto), necessário num Landau para
evitar ao máximo a transmissão das irregularidades do solo aos ocupantes (
conforto...) , etc. Pelo que se pode observar e comprovar, ao contrário do
que muitos "experts" ( e como existem...) dizem acontecer, a utilização
desse chassis é desaconselhada, limitada e perigosa nesse carro. E demonstra
desconhecimento total por parte desses mesmos indivíduos dos parâmetros
mínimos de geometria automobilística o que, por si só já desabonaria a
propalada "competência" desses "montadores". Existe uma forma de resolver
esse dilema? Claro! Mas, com muita engenharia, trabalho, experimentação de
campo e bom senso. Os departamentos de engenharia das grandes fábricas
demandam muito tempo e dinheiro para acertar um conjunto de suspensão que
atenda os compromissos de um projeto. O conjunto de suspensão de um veículo
tem que ser desenhado para a utilização que se quer dar a esse veículo. Os
compromissos que se levam em conta nesse projeto determinam as limitações e
o alcance que se pretende e que se consegue no projeto.E é mais fácil,
rápido e seguro projetar-se um chassis novo do que adaptar-se um já
existente. E aí então, tudo se complica: o "departamento de engenharia" de
alguns "construtores" nada mais é que uma serralheria de fundo de quintal,
com um soldador que tem experiência apenas em portões e vitraux. Tentam
então desenvolver "chassis tubulares próprios" com a experiência que
desenvolveram construindo estruturas de telhados, recuperando carros velhos
e antigos, ou copiando modêlos existentes. Nunca sabem como funciona ou para
que serve o que "constroem". Sem dúvida, não é qualquer "expert" que domina
essa complexa técnica que exige uma excelente formação acadêmica em
engenharia multidisciplinar e uma vida inteira de experiência em projetos e
corridas . Adquira seu COBRA de
quem sabe o que faz: COBRA MOTORSPORT |
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