COBRA MOTORSPORT
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Porque não utilizar chassis de Landau para construir o seu COBRA?

Aparentemente, essa é a melhor e mais barata maneira de construir seu tão sonhado COBRA; compra-se um Ford Landau por um pequeno preço, encurta-se o chassis em 663 milimetros, com algum tipo de processo de solda, adapta-se assoalho, coluna de direção, pedaleiras e outras partes do referido carro, pincela-se tudo com um bom acabamento e num "passe de mágica" tem-se um "COBRA"! Mas isso pode se transformar em um verdadeiro pesadêlo para quem tanto sonhou em ter um carro assim. Senão vejamos: Observe a figura abaixo gerada em um programa de desenho tipo AUTOCAD:

As linhas escuras representam a trajetória das rodas no projeto original. Observe como todas as rodas seguem o ponto inicial ( centro de giragem) onde nascem os raios de curva. Embora cada roda tenha seu raio diferenciado, as trajetórias devem ser concêntricas. As linhas em amarelo representam o centro de giragem modificado, determinado pelo eixo traseiro ou dianteiro em nova posição ( entre eixos diminuído). Note a enorme confusão de trajetórias gerada! É isso mesmo! Cada roda do eixo dianteiro segue uma trajetória diferente e o eixo traseiro segue outra bem diferente das dianteiras! É claro que o carro executa no final uma trajetória em curva mas, é pela resultante vetorial de todos os escorregamentos dos quatro pneus! Perceba também que o eixo traseiro segue um raio bem maior que o raio seguido pelas rodas dianteiras. Isso empurra o eixo traseiro para fora da trajetória do chassis, numa tangente do raio de curva original. É por esse motivo que todos os "COBRAS" feitos de chassis de Landau tem uma saída descontrolada de dianteira até o quadrante de 180 graus e daí por diante, uma incontrolável saída de traseira! E isso piora na proporção direta da diminuição do raio de curva e é multiplicado pelo aumento de potência do motor ! Em retas o efeito é pouco notado mas, quando se necessita de qualquer nível de esterço essa grave deficiência geométrica aparece. Isso gera o efeito "bug" em que o carro anda em zigue-zague o tempo todo e sai de traseira a menor aceleração. Existe ainda a torção descontrolada porque o chassis foi desenhado para ser montado e fixado numa carroceria monobloco ( como numa F-1000), via coxins de borracha, o pêso excessivo final ( de 950 a 1200 Kgs), impossibilidade de valores de setagem de suspensão ideais devido ao projeto direcionado do Landau ( veículo confortável de passeio, não de competição), péssima resposta cíclica da suspensão dianteira e traseira devido ao altíssimo pêso não suspenso ( 38 e 22 ciclos por minuto respectivamente - típico para um veículo rápido: 150 a 220 ciclos por minuto), necessário num Landau para evitar ao máximo a transmissão das irregularidades do solo aos ocupantes ( conforto...) , etc. Pelo que se pode observar e comprovar, ao contrário do que muitos "experts" ( e como existem...) dizem acontecer, a utilização desse chassis é desaconselhada, limitada e perigosa nesse carro. E demonstra desconhecimento total por parte desses mesmos indivíduos dos parâmetros mínimos de geometria automobilística o que, por si só já desabonaria a propalada "competência" desses "montadores". Existe uma forma de resolver esse dilema? Claro! Mas, com muita engenharia, trabalho, experimentação de campo e bom senso. Os departamentos de engenharia das grandes fábricas demandam muito tempo e dinheiro para acertar um conjunto de suspensão que atenda os compromissos de um projeto. O conjunto de suspensão de um veículo tem que ser desenhado para a utilização que se quer dar a esse veículo. Os compromissos que se levam em conta nesse projeto determinam as limitações e o alcance que se pretende e que se consegue no projeto.E é mais fácil, rápido e seguro projetar-se um chassis novo do que adaptar-se um já existente. E aí então, tudo se complica: o "departamento de engenharia" de alguns "construtores" nada mais é que uma serralheria de fundo de quintal, com um soldador que tem experiência apenas em portões e vitraux. Tentam então desenvolver "chassis tubulares próprios" com a experiência que desenvolveram construindo estruturas de telhados, recuperando carros velhos e antigos, ou copiando modêlos existentes. Nunca sabem como funciona ou para que serve o que "constroem". Sem dúvida, não é qualquer "expert" que domina essa complexa técnica que exige uma excelente formação acadêmica em engenharia multidisciplinar e uma vida inteira de experiência em projetos e corridas .

Esse esclarecimento se faz necessário devido ao grande número de "montadores" que se arvoram conhecedores de chassis e que utilizando uma carroceria com aparência de COBRA, tentam vender a preços irreais para os incautos verdadeiras "saladas" mecânicas que revestidas de belas aparências, na verdade encerram um perigo real aos que tentam exigir desempenho de um carro que deveria ter sido projetado para grandes performances com segurança e perfeição.

Cuidado, não seja enganado. Exija competência!

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Engenheiro responsável: Ricardo Colombo - www.comtecf3.com.br ricardo@comtecf3.com.br

Patente INPI nº DI6003162-0

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